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    Achar o sócio ideal é determinante para a união dar certo!

    Achar o sócio ideal é determinante para a união dar certo!

    Silvinei Toffanin, sócio diretor da Direto, foi convidado a dar uma entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo sobre a importância de achar o sócio ideal para uma união dar certo!

    Confira a reportagem completa logo abaixo, ou se preferir, confira na íntegra:

    Antes de definir a sociedade, deve-se estreitar a relação com o candidato para ter tempo de avaliar seus valores e habilidades.

    Depois de três experiências frustrantes com sócios, o publicitário Cacá Cid, de 33 anos, havia desistido de fazer nova tentativa. “Eu não queria mais procurar um sócio, mas chegou um momento em que resolvi arriscar mais uma vez, porque sou criativo, não entendo de contabilidade, não tenho visão de negócio e precisava de alguém que me complementasse nesses aspectos.” O consultor do Sebrae-SP Reinaldo Messias diz que uma sociedade é como um casamento. “Quando não se traduz em felicidade, é melhor romper o contrato de forma justa para os dois lados. Mas não é por isso que as pessoas devem desistir de tentar novamente.”

    Foi o que o publicitário fez. Cid conta que o sócio ideal foi identificado depois que passou um tempo observando o seu circulo de contatos. “Já conhecia o Rodolfo Carvalho e aconteceu de fazermos um trabalho em parceria. Como a experiência foi boa, fiz a proposta de sociedade e passamos dois meses conversando, até realmente concretizarmos o negócio.”

    Criado em 2005, o estúdio de ideias e brand experiencie (ações de marketing envolvendo interação com uma marca) Casa de Marcas passou por profundas transformações nos últimos dois anos e meio, depois da chegada de Carvalho. “Hoje, temos 12 funcionários, o faturamento triplicou e a empresa adquiriu uma estrutura que tem a nossa cara”, diz Cid. Segundo ele, o sócio tem visão de negócio, se envolve com prospecção, relacionamentos, investimentos e consegue enxergar para onde a empresa deve caminhar.

    Além de fazer a empresa crescer, Carvalho também estimulou o crescimento do sócio. “Aprendi muito com ele e me tornei um profissional muito melhor, porque eu não tinha visão empreendedora. Se tivesse caminhado sozinho, hoje ainda seria apenas um designer gráfico com um ou dois assistentes.”

    Avaliar o que a pessoa vai agregar ao negócio é um dos ingredientes básicos para escolher um sócio, afirma o professor do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (CENN) da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Aidar. “O sócio deve complementar as habilidades do  outro. É preciso haver sinergia. Um deve ser criativo, e o outro, pé no chão, por exemplo.”

    Os jovens empresários, Luiz Piovesana e Millor Machado, fundadores da Empreendemia, uma rede virtual que conecta empresários de todo o País, contam que criaram a empresa em 2009, quando estavam cursando o último ano da faculdade de mecatrônica, na Unicamp. “Logo percebemos que nenhum de nós tinha habilidade técnica suficiente para implantar a ferramenta e passamos a procurar um engenheiro de computação.”

    Mauro Ribeiro foi apresentado aos sócios por um contato em comum. “Ele também estava procurando sócios, porque tinha. ideia de criar um negócio análogo. Então, juntamos os projetos e complementamos nossas habilidades”, diz Piovesana.

    Além de comandarem a rede Empreendemia, que agrega e aproxima mais de 20 mil pequenas empresas para que façam negócios entre si, os sócios também conduzem o blog Saia do Lugar, onde dão dicas práticas sobre gestão.

    O empresário conta que no início de 2011 eles decidiram buscar um investidor. “Em julho de 2011, começamos a negociar com a Inova Ventures Participações e fechamos o negócio em novembro.”

    Segundo Piovesana, o melhor momento para arrumar o sócio investidor é quando a empresa não está precisando de dinheiro, assim o empresário tem bom espaço de tempo para barganhar e valorar a sua empresa.

    Aporte. No momento, os sócios estão se preparando para procurar um segundo sócio investidor no inicio do próximo ano, com aporte mais forte do que o feito pelo primeiro.

    “O primeiro serviu para comprovar que nosso modelo de negócio funciona, e o segundo fará um aporte maior para escalar a empresa”, conclui.

    Atuando há 16 anos nas áreas-contábil, fiscal, legal e societária, o diretor da Direto Contabilidade, Silvinei Toffanin, diz que sua empresa já atuou na dissolução de várias sociedades. “Infelizmente, nós acabamos assim, diagnosticando os motivos que levam muitas sociedades a serem desfeitas”, diz.

    A partir dessa experiência, ele afirma que conseguiu pontuar alguns aspectos que afetam a relação entre os sócios. Um deles é a falta de confiança. Outro, a falta de respeito pelo que o sócio faz. “Percebemos que, se as funções de cada um na empresa estivessem bem definidas, as brigas poderiam se evitadas.”

    Toffanin afirma que os sócios devem compartilhar a mesma visão, valores e ética. “É como um casamento, se não existe respeito e confiança, a coisa vai minando. Transparência e honestidade são outros pontos essenciais para preservar a relação.”

    O consultor do Sebrae ressalta, ainda, a importância de que os sócios tenham a mesma expectativa de vida, cultura e lazer. “Isso ajuda a estreitar a relação.”

    Messias também alerta sobre o perigo de uma prática que está se tornando habitual entre as empresas. “Dar participação acionária para funcionários considerados estratégicos pode virar uma dor de cabeça. O ‘sócio Sr. 2%’ pode deixar de trabalhar e fazer ruir toda a expectativa que o empresário depositou nele.”

    Para Messias, é preciso ponderar se a empresa realmente precisa de um sócio ou de um colaborador competente. “A melhor moeda de pagamento é o dinheiro.” Toffanin concorda.

    “Cuidei do caso de um empresário que deu ações para reter um talento e acabou perdendo um bom funcionário.”

    Dicas dos Consultores:

    • ATENÇÃO
    Ter sócio não é bom nem ruim, mas é uma ação que deve ser muito estudada. A amizade é um ingrediente importante, mas só isso não é suficiente.

    • PERFIL
    O sócio ideal é aquele que agrega competências ou capital ao negócio e complementa necessidades, virtudes e habilidades.

    • CONTRATO
    Deve ser detalhado, prevendo sucessão e retiradas.

    • INVESTIDOR
    A procura deve começar por sua rede de contatos. Para negócios nascentes, o ideal é o investidor anjo, que pode ser um parente.

    • EVITAR
    Não corra atrás de um sócio. Tenha calma e, quando achar um candidato interessante, estabeleça um período para confirmar a compatibilidade entre vocês. Também não acredite que o sócio será a fórmula mágica para resolver seus problemas.

    • PILARES
    No dia a dia, os sócios devem praticar a transparência e a honestidade. É fundamental que tenham a mesma visão sobre o negócio, os mesmos valores e a ética. A área de atuação de cada um deve ser bem definida, respeitando o trabalho do outro. O recomendável é que realizem reuniões periódicas para conduzir o negócio para a mesma direção.

    • DIVÓRCIO
    Falta de confiança entre as partes, falta de respeito pelo trabalho do outro, querer ser mais do que o outro e achar que só você trabalha minam a relação.

    • BÔNUS
    Ao contemplar um funcionário com bônus societário, o contrato deve deixar explícito que o dono da empresa pode recompor o capital, caso haja desvio de conduta do sócio minoritário.

    • MATURAÇÃO
    O funcionário estratégico deve ser preparado para assimilar a visão de negócio e a ética do dono, antes de virar sócio do patrão. Essa é uma preparação de longo prazo.

    Fonte: O Estado de São Paulo 11/11/2012

    http://blogs.estadao.com.br/sua-oportunidade/tag/socios/

     

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